Paridade de Género no parlamento de Moçambique continua ilusivo.

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11 de Novembro 2019: A representação das mulheres no parlamento em Moçambique observou um decréscimo de 2,0 ponto percentual nas eleições de outubro. Embora Moçambique tenha um dos melhores desempenhos na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), o fracasso em alcançar a paridade de género nestas eleições é um retrocesso sério."Temos apenas mais duas eleições antes do prazo de 2030 para se alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e do Protocolo da SADC sobre Gênero e Desenvolvimento", observou Alice Banze, Diretora Lusófona da GL. "Uma cota legislada é um pré-requisito necessário para uma paridade na representação", acrescentou.A 15 de outubro de 2019, os moçambicanos foram às urnas para eleger o seu presidente, o parlamento nacional e, pela primeira vez, votar nos governadores provinciais. Nas eleições nacionais de 2014, as mulheres constituíram 39,6% do parlamento nacional. A proporção de mulheres no parlamento nacional em 2019 é de 37,6%.Isto representa uma queda de 2,0 ponto percentual em relação às eleições de 2014. Moçambique passa de 19 para 29 no ranking da União Interparlamentar quanto a percentagem de mulheres parlamentares. Embora a redução na representação das mulheres não seja substancial, ocorre no momento em que todos os países devem estar a crescer substancialmente em direção à representação 50/50 de mulheres e homens em todos os níveis de tomada de decisão.Todos os candidatos à presidência eram homens e apenas três dos dez governadores provinciais são mulheres. O executivo será empossado em janeiro de 2020. Espera-se que o Presidente Nyusi aproveite a oportunidade para nomear um governo que inclua 50% de mulheres e homens.| Partido | % de votos | Total de assentos | No. De mulheres | % mulheres |
| Frelimo | 73,6% | 184 | 79 | 42,9% |
| Renamo | 24,0% | 60 | 15 | 25,0% |
| MDM | 2,4% | 6 | 0 | 0,0% |
| Total | 100% | 250 | 94 | 37,6% |
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