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Município da Maxixe, Plano de reconstrução pós-ciclone

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Município da Maxixe, Plano de reconstrução pós-ciclone

Mozambique: Município da Maxixe, Plano de reconstrução pós-ciclone 

O Município da Maxixe encontra-se numa fase de reconstrução após ter sido devastado pelo Ciclone Dineo que ocorreu no início do ano. Importante sublinhar que Maxixe tem como uma das culturas de rendimento e alimentar o plantio de coqueiros que com a sua queda devido ao ciclone, teve o maior impacto no desastre ocorrido. Para fazer face a esse problema, o município desenvolveu um plano de reconstrução pós-ciclone, que consiste na transferência das zonas de risco (zonas costeiras) para zonas altas e seguras. Este projecto consiste tambem em apoio material as populações para a construção de casas feitas de material convencional diferentemente do precário que as populações usavam. Também sensibilizou as comunidades a estabelecerem zonas para plantio destes palmares e zonas residenciais por forma a evitar que mesma situação volte a ocorrer considerando a sua localização, que é costeira e susceptível de ocorrência de ciclones. Para além desse problema o município ressente-se do problema da erosão, e do desnivelamento de terra. O trabalho feito em coordenação com os arquitectos e engenheiros civis locais culminou com o preenchimento por areia e pedra nos espaços desnivelados. Com estas acções o município pretende Garantir a Adaptação do género face as adversidades Climatéricas; Criação de condições para o acesso fácil as Infra-estruturas e/ou arruamento, Energia, Água e Saneamento; Dotar a mulher sobre a preservação do meio ambiente com vista a se beneficiar dos recursos disponíveis sem por em causa as gerações vindouras. A Educação ambiental, principalmente para as mulheres e Jovens, a criação dos mecanismos de reconstrução pós adversidades e as condições para o acesso a terra (Distribuição de DUAT’s em especial as mulheres)  são algumas das actividades desenvolvidas no âmbito da implementação do projecto para o alcance dos objectivos propostos. Para fazer face aos problemas dos desastres e da erosão foram criadas tres zonas de expansão que abrangiram cerca de 900 pessoas, sendo que deram origem a novos bairros, considerados seguros para a habitação. Nessas novas áreas habitacionais as pessoas foram sensibilizadas a construir casas de banho com latrinas melhoradas, como forma de prevenir as doenças típicas da época chuvosa como a cólera e as diarreias agudas que eram frequentes por causa do sistema antigamente usado. A monitoria do sucesso do projecto é feito à medida em que desloca-se ao terreno afim de verificar o nivel de adaptação as mudanças climáticas e as diversas actividades que as mulheres realizam com vista a garantir um desenvolvimento sustentável. O Município dispõe de um plano de resposta aos desatres naturais. As prioridades futuras são Garantir com que mais mulheres possam ser beneficiadas de fundos de investimentos para o seu desenvolvimento e  garantir com que elas possam se adaptar as mudanças climáticas atraves de planos de resiliência/contenção. Como coisa relevante e que mereça estudo e ao mesmo tempo replica é monitorar ao longo de tempo se a distinção das zonas de plantio de coqueiros e de residências poderá ser inculcada para mais regiões costeiras do país. 

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